sexta-feira, 11 de setembro de 2026

A mi favor

La vida fué más bien a mi favor

Y lo sigue siendo

Escribir se fue haciendo como que una especie de manera mía de estar en el mundo

Estoy más abierto a las personas

Ya no juzgo tanto

Y esto me trae de vuelta una sensación preciosa

Como de comienzo

Principio

Origen

Novedad

Confianza

Seguridad.

Cuando me atengo a esto que he alcanzado todo está bien

Todo estuvo bien a partir del momento en que me di cuenta de que yo había vencido.

Yo fui capaz y sigo siendo capaz

Poetogramas del Yo Puedo.

(11-09-2026)

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Voltosos

26 anos e estou de volta

Voltando

Voltoso

Idoso é quem se vai ou se foi

Voltosos são os que voltamos

Os e as que voltam

Volta e meia estamos por aqui

Abuelos diríamos en Español

Sabemos que la vida pasa

Va pasando y con ella nos adentramos más y más

En el ser que somos

Somos más que papeles

Somos parte de un ser vivo llamado Tierra

26 años me llevó recuperar mis sentidos

Recuperar la totalidad de mi ser

Al menos en parte pues que la tarea es continua

La mayor parte ya está aquí

Ilhas de sanidade são as rodas de Terapia Comunitária Integrativa

Nesses 26 anos rolando foi recuperando seus sentidos

Idos voltados

Todo inteiro aqui agora

Idiomas integrados

Vida recuperada

A criança que fui continuo sendo

Abuelo padre hijo artista continuo siendo

Argentino brasileño

Vivo sigo entero

Simplemente la vida sigue

Lo que soy no es solo es en comunidad

La comunidad une sin borrar las singularidades

Más bien al contrario lo que nos es peculiar es respetado y valorizado

Arte es eso también

Es la mejor parte

¿Qué fui capaz de hacer de lo que me lastimó?

¿Cómo transformé en perlas las heridas?

Acolhimento. Inclusão. Respeito as diferenças

Vuelvo a jugar. Vuelvo a reír. Vuelvo a cantar.

(09-09-2026)

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Rumo certo

Vim pro Brasil em busca de uma oportunidade

Uma possibilidade de tocar a vida

Vida a gente toca quando pode e onde pode

É como uma canção

Tem canções que a gente elege

Estas vão no peito da gente

Aprendi a cantar para me alegrar e alegrar a gente

Caminho se faz ao andar

Descobri que o meu lugar é onde estou

É o que sou

Esta descoberta me tranquiliza e aquieta

Eu não saí do meu lugar

Nele permaneci o tempo todo

E aqui vou ficar

Família, Arte e Comunidade

É o que permanece

É o que prevalece

A vida é muito curta

As raízes são a segurança

As marcas lembram o trajeto

As flores animam e encantam

Há coisas que não podem ser destruídas

A decisão de seguir o rumo certo é o que dá direção e confiança

Este tempo atual é a vida nova

Florescimento

(07-09-2026)

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Insônia (Luz na noite)

Insônia

IN SON IA

Dentro do som ia

A luz na noite

Luz na escuridão

Escrever em Português de repente é aconchegante

Antes era o Espanhol

Castellano

Leio Virginia Woolf Passeio ao farol

Seria o farol de Cabo Branco?

Se fosse já estaria lá

Fica aqui bem pertinho

Mas não, não sei acho que não é esse farol tão próximo

Talvez seja um outro farol

O caso é que há luz na noite

As memórias costuram o tempo

“Não é difícil ser poeta em João Pessoa basta ir até a beira-mar e olhar para o cinturão de luzes de Cabo Branco a Cabedelo”

Escrevi alguma vez e desta vez essa vez volta outra vez como tudo que volta como eu mesmo que voltei e sigo a voltar.

(04-09-2026)

 

Confianza

Estas flores representan confianza.

Yo Puedo. 

Poetogramas del Yo Puedo.  

Mimos do céu. 

Jazmines del cielo. 

Vida Nova. 

Certeza

Respiro hondo. 

Yo puedo. 

Yo soy capaz. 

Yo conseguí. 

Yo alcancé. 

El mérito es todo mío. 

(03-09-2026)

domingo, 2 de agosto de 2026

Familiaridad

Vine aquí a rehacer mi vida. 

Tarea contínua que prosigue

Sigo juntándome en esta tierra

Y lo hago en medio de gente que me recibió 

Como se recibe a alguien muy querido 

Un sentimiento de familiaridad  

Que el tiempo siguió ahondando.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Sentidos da arte

Sentidos das artes

Venho da reunião mensal das Travessias Literárias da ADUFPB. O livro em apreço foi o do argentino Pedro Mairal, “A uruguaia”

Como sempre, riquíssima a escuta e a troca de impressões entre as participantes. Sou o único participante homem.

Agora partilho umas ressonâncias acerca desta importante obra da literatura argentina atual. Não sem antes recuperar o que está anunciado no cabeçalho destas linhas.

O que é que a arte faz por mim? O quê é que a arte faz por nós? Digo já de cara, que a experiência artística me resulta em tudo indissociável do próprio viver.

Não posso deixar de evocar o que a escritora Anaïs Nin diz a respeito, no seu livro “Em busca de um homem sensível.”

“Escrevo sobre o que acontece”. Diário. Contar o vivido. O que está sendo. O que vou sentindo.

Assim é que voltei a viver. Voltei e sigo voltando a ser quem sou

Recupero a minha voz. Me escuto. Sei que estou aqui

Sei que tenho um lugar no mundo

Não é um lugar que me foi dado –e também é, sim, um lugar ou vários lugares que me foram dados—

É um lugar feito. Eu fiz e faço este lugar que sou

Não é um lugar que me foi imposto. Isso, no entanto, aconteceu ou quase aconteceu várias vezes

É um lugar que fiz e faço escrevendo e cantando. Pintando e desenhando. Conversando com as pessoas e sabendo que tenho um lugar no mundo

Eu fiz a minha vida fora de casa. Nas ruas. Em casa de pessoas amigas. Trabalhando. Lecionando. Estudando

Muitas são as ressonâncias que acordam ao pintar. Ao desenhar. Ao cantar. Ao escrever. Ao poetizar. Ao ver o sol da tarde se pondo e o sol nascente nascendo.

Algo nosso nos repõe à unidade do real. Fazemos esse caminho de volta. Está nas nossas mãos. Depende de nós.

O cotidiano como lugar da vida. As distintas formas de constituição de famílias. O livro de Mairal nos leva para um dia-a-dia em que podemos nos reconhecer. Vale a pena ler!

(31-07-2026)