sábado, 20 de junho de 2026

Las intermitencias de la vida

Hoy se celebra el día de la bandera en Argentina. Vengo sintiendo más fuertemente esto de argentina. El país que soy. Las intermitencias de la vida. No todo es tan planeado. Puede ser más fluyente. ¡Oh, gente! Oxente! Esto de la nacionalidad vuelve de varias maneras. Era de un modo, ahora es de otros. Ser argentino(a) ¿Qué es esto? No es tener un cierto papel. Un documento de identidad ¿no cierto? Cuando me vine a Brasil tuve que cambiar de identidad. ¿Cómo? Nada de eso. Nunca cambié de identidad. No tendría cómo hacerlo. Sigo siendo yo mismo nomás. Mendocino de pura cepa. Argentina soy yo. Las intermitencias de la vida. Sigo descubriendo algo que ya dije en mi libro Libertatura. La vida es un cambio continuo. Una sorpresa constante. Todo cambia, como dice la canción no sé si de Mercedes Sosa. El asunto es vivir. Pero esto no es tan fácil como decirlo. Hay que hacerlo. Hacer la vida. Una de las formas de hacerlo es poetizando. Viviendo el instante. Los instantes. Más lo vivido que lo pensado. Así uno puede ir fluyendo, en vez de perderse en prisiones comportamentales. Muchas veces falta el diálogo. El prejuicio. La condena. La exclusión. La violencia interior. La negación de uno mismo(a). De ahí nace, a mi ver, buena parte de la violencia social. Y para ir viviendo la vida nueva, les contaba, escribir. Decir lo que vamos viviendo. Lo  que va siendo. Alguien lo dirá por escrito, como es mi caso, pero otros(as) lo dirán de otras formas. Gestos. Expresiones. Miradas. Verme como me ven. Lo empiezo a ver. O lo vuelvo a ver. Vuelvo a verme como me ven, y así me voy viendo mejor cómo soy. Me ven mejor que como me veo yo. Libertad. Me estoy libertando. Liberando. Algo que buscaba pensando, me libero dispensando. Despapelando. Volviendo a ser.

(20-06-2026)

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Novidade

Quando eu dava aula de Sociologia para as alunas e alunos de Saúde da UFPB

Tinha que lhes ensinar que a idade avançada era uma nova adaptação

Uma nova socialização

Agora me toca habitar esse espaço

Tudo mudou tão rápido e radicalmente!

Tenho que me habituar a fazer uma vida nova todo dia.

Isto não é enfadonho. Ao contrário, para um artista nada como a novidade.

Continuo a me encantar com a eterna novidade do mundo, como dizia Fernando Pessoa

Fascinante! De repente as coisas são mais fáceis. Botões. Cliques. Flashes. Rapidez. 10!

E a vida? Segue nos seus ritmos descontínuos e perenes.

Eternamente mutante e surpreendente.

Escrever continua para mim uma espécie de terra firme. Chão batido. Sabe como é?

Venho da montanha. Mendoza. Argentina. Rochas. Neve.

Mar. Sol. Agora João Pessoa, Paraíba. E no meio Uruguay. O mundo

O que escrever numa hora como esta?

13 de junho de 2026.

Tudo quanto escrevo e faço contém um sem-número de pessoas e influências

Um quebra-cabeças infinito e concreto. Perfeitamente determinável. Vivo nessa costura de tempos. Poetizo. Por isso me alegro e surpreendo, como lhes dizia. Me renovo e prossigo raízes familiares e culturais.

Sonhos antigos e novos habito.

Agora não se trata de enfrentar as ditaduras que assolaram a Argentina e que deixaram marcas de medo e desconfiança.

Se trata de florescer à beira do crepúsculo. Se trata de saber que é um tempo novo. Novas crianças nascem todo dia. Algumas na minha família. Renasço. Bom dia!

Atualização. Autorização. Validação. Veterano. Precursor. Autorizo para mim mesmo a vida nova pela qual lutei e consegui.

Não me obrigo a publicar tudo que escrevo. Escrevo porque me faz bem. Me anima e consolida o que vou aprendendo.

Pessoas por aí escrevem ou curtem o que aqui publico. Agradeço a atenção. Nem sempre tenho algo a responder.

Valorizo acima de tudo este espaço plural e diverso de cultivo da arte poética. Olhares lúcidos e lúdicos. Vida que brota e prossegue. Bom dia!

A poesia traz a vida inteira. É o instante eternizado e habitado.

Viver volta a ser uma aventura. Uma biblioteca viva e rica, móvel e constantemente atualizada.

Volver a los 17 después de vivir un siglo, diz a canção da Violeta Parra. É como descifrar signos sem ser sábio competente. Volver a ser de repente tão frágil como um segundo. Volver a sentir profundo como un niño frente a Dios.

Ando no meio a esta humanidade tecnificada e mecanizada que, no entanto, continua essencialmente humana. Eu não mudei tanto. Não mudei quase nada. Amanheci e amanheço a cada instante.

Não estou só. Isto é crucial. Abri as portas. Aprendi a confiar de novo. Sim. Esta continua sendo a minha aprendizagem principal. Volver a confiar. En eso estoy. Gracias por tu atención. Os medos continuam recuando. Vou vendo que tudo dá certo. Sempre deu certo e continua dando certo. Não é certo?

É isso aí. Até amanhã! Novidade. Nova idade. Ainda brincamos.

(13-06-2026)

Seguridad

Ya no puedo, ni siquiera si así lo quisiera

Jugar a estar desorientado

Estoy como estoy, soy como soy

Pero una cosa está clara en mi vida

Aquello que busqué está aquí

Es lo que me orienta y me guía

Me da seguridad en cualquier situación

Me gusta volver sobre este hecho organizador

Ya que entiendo que compartir lo que voy viviendo

Me conecta más conmigo mismo tanto como quien nos lee.

No es que no tenga sensaciones de sorpresa, o indecisión

Más bien al contrario, esto es a lo que más bien me voy acostumbrando

A no estar tan seguro de nada

Estando como estoy, seguro de lo que importa.

Ya lo he compartido tantas veces en las páginas de esta revista

Pero ahora que el sol se está yendo me vienen ganas de decirlo una vez más.

Sigo esa luz. La luz que precedió mi llegada a este mundo

La que me fue guiando en toda esta trayectoria y vive en mí y me rodea

Ilumina el mundo y sigue presente cada vez más intensa e integradamente.

(12-06-2026)

terça-feira, 2 de junho de 2026

Continuidade

Lembro dos tempos em que, receoso acerca da continuidade ou não da revista Consciência, publicava matérias em nome da Redação

Felizmente esses tempos ficaram para atrás, sendo substituídos por uma contínua renovação de matérias das mais variadas

A colaboração de novos autores e autoras e, sobre tudo, a atuação de Martim Assueros Gomes, colega sociólogo e poeta, vem dando uma sustentação e novos ares a esta revista

Revista. Revistas. Consciência. O tempo voa para atrás, e volta aos dias em que, em Mendoza, Argentina, minha cidade natal, escrevia

Uma carta para a revista JV, de rock e juventude, em que expressava a minha alegria pela possível visita dos Beatles à Argentina. 1967.

O tempo passou. Já na universidade (UNCuyo), um boletím Consciência veio se tornar um espaço de animação da transformação em andamento na casa de altos estudos

Uma universidade aberta, como mandava a lei. Queríamos que todo mundo estudasse. Era lei. Mandato constitucional. Abrimos um espaço público ao público

Não sei a quantas anda o envolvimento das atuais juventudes quanto ao espaço humano propriamente dito

Sei que fiz o melhor e tenho a consciência tranquila. Sigo no voluntariado em várias frentes, que são na verdade uma única frente.

Humanização. Comunidade. Terapia Comunitária Integrativa. Sociabilidade. Socialização. Comunicação. Leitura. Escrita. Canto. É isso aí.