Todavía, a vida.
Sempre, a vida.
Somente a vida.
Unicamente a vida.
Somente vida, vida e nada mais.
domingo, 24 de março de 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
Dibujando con palabras
A veces uno no tiene nada que hacer, y se pone a escribir. Talvez por el simple placer de ver las letras formando palabras. Es tan lindo ver una palabra. La palabra hoja, por ejemplo. Hace un rato, la escribí en una hoja, y la ví, y me alegré al verla. Hoja. Era una hoja escrita en una hoja. La palabra hoja escrita en una hoja de dibujo. Había estado escribiendo en hojas de dibujo, como he hecho otras veces. Y ahora miraba la palabra hoja en la hoja, y me alegraba. Veía su belleza. Una hoja en la hoja. Pensaba si volvería a pintar o a dibujar. Hice un ramo de flores, unas flores en una rama. De forma diferente de como acostumbraba dibujar en el pasado. Me acordé de todos los dibujos y cuadros que hice en mi vida. Me estoy acordando ahora. Es una vorágine. Hojas, hojas de otoño, ramos de flores, flores en ramas. Árboles, ríos, mujeres, rostros, palabras, templos, fuegos, mundos, mares, barcos.
terça-feira, 5 de março de 2013
Fiesta
Ontem à noite assisti ao espetáculo da Fiesta de la Vendimia, no anfiteatro grego Frank Romero Day. Fomos caminhando até lá, atravessando o parque San Martín. Um motorista que ia na mesma direção nos ofereceu carona. Havia bastante gente. As montanhas em volta iluminadas. Os Enantos Verdes tocando e cantando. Alegria. Depois, veio Fito Páez, o músico e cantante rosarino. Mais alegria. Foi recebido com ovações pelo público. Ondas de gente levantando os braços nas arquibancadas. Uma das canções, cuja letra aparecia em um telão na frente da gente, falava no amor como a essência da alma. O amor costurando todo. Continuava montando o quebra-cabeças. Um intervalo, e em seguida o espetáculo de danças da terra. Tonadas e sambas. Maravilhoso. As dançarinas girando em pares. Cores combinadas. Belíssimo. No alto, as estrelas, cintilando, belas. Comemos sanduiches. Carinho. Amizade. Comunidade. No final, a chave de ouro: Charly García. Uma bailarina e cantante alegrava a vista na distância. Parecia um bonequinho girando. Um sonho. Fiesta en Mendoza.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Centramento
Ontem de noite, no fim de um dia agitado, vi umas palavras ordenadas em uma prateleira. Vejo elas agora, na lembrança. Palavras ordenadas umas ao lado das outras. As letras eram objetos físicos. Eu as via como coisas, como objetos materiais. No momento em que eu vi estas letras e palavras, vi uma palavra, e a senti: ordem. As palavras ordenam, as palavras constroem o mundo interior, o constituem e o vão moldando. Agora que escrevo isto, me vem uma sensação de paz e quietude, aquietamento. Às vezes perco a serenidade, por não estar olhando para dentro. O tempo atual é demasiadamente voltado para fora. Há que olhar para foram sem dúvida, mas o ser vem de dentro. Vem de dentro, vai para fora e volta para dentro, é um vai-vem. Ontem à noite, ou hoje de manhã, não lembro bem escrevi algumas palavras no caderno. Elas diziam respeito exatamente a isto, como as palavras nos descolam de uma realidade externa que muitas vezes nos des-centra. Podemos fazer o caminho inverso: olhar para dentro, para o ponto central dentro de cada um, de cada uma de nós, e ali encontrar o eixo fugidio da vida.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Direção
Solo le pido a Dios
Que la reseca muerte no me encuentre
Vacío y solo, sin haber hecho
Lo suficiente.
León Gieco
Quando penso que tenho algum problema, lembro: estou vivo. Nenhuma vida humana é um mar de rosas. Todos nós temos dificuldades, desafios. A vida é uma construção contínua, um contínuo tentar abrir espaços para respirar melhor, para ser mais, para se expandir, ser feliz, crescer. Grandes dores e perdas geraram uma vontade redobrada de insistir no bem, uma fe reforçada, um querer alcançar as próprias metas, um querer prosseguir no esforço por se unificar com a totalidade da vida.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Yendo y viniendo
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Quando vem as cores
O chamado da cor. Quando as cores chamam, eu atendo. Atender o chamado das cores, é ir para um mundo silencioso, quieto, mas muito vivo. Um mundo de sentimento e memória. Esses dias atrás, tenho me recolhido a esta sensação, que vem quando fico em volta das cores. Dos papéis e pincéis. Das aquarelas e dos vidros com água. Um desses dias, fiquei a olhar os lápis de cor. Via o amarelo, o vermelho, o azul, o verde, o laranja. Sentia as cores, mais do que apenas as via. Esta sensação me dava uma paz muito grande. Botei um pouco de água em uma das folhas de papel, e vi a água sendo absorvida.
Passei um verde e fui desenhando alguns traços, como se fosse uma pradaria, ou um mar. Acabou sendo um mar. Mas não me importava muito o que era, ou o que seria, e sim, o que estava sendo, e o que eu ia sentindo, ao ver o verde se espalhar, cobrir a folha, ocupar espaço. Depois pintei umas nuvens no céu, um azul celeste claro que ia se misturando com a água. Foi como se estivesse vendo todas as nuvens que vi na minha vida. Todos os céus que já vi na minha vida. O mar ficou encrespado e depois coberto de preto. Risquei a superfície, e apareceram linhas claras, mostrando a cor de baixo. Ficou lindo, em movimento. Não era algo que eu tivesse planejado, projetado.
Não sabia o que iria desenhar ou pintar. Foi vindo, e eu curtindo esse vir das cores. Esse meu vir nas cores. Fiz um outro quadrinho, ou fui instrumento da sua feitura. Uma espécie de sol, laranja, vermelho e amarelo, muito tênue. Do mesmo modo. As cores do fundo, foram se misturando com as da base, criando como flores lilases ou roxas. Umas rosas não planejadas, que iam se formando ao sabor do movimento que misturava cores do céu e da terra ou da água. Não sabia o que era, apenas sentia a beleza das florezinhas que iam se formando. Quando vem as cores, um silêncio vem junto, um silêncio que te acolhe.
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