sexta-feira, 30 de julho de 2010
Bonjour, tristesse
Habían pasado 21 días. Los ladrones amenazándolos a él y a su esposa en el piso, atados. Un revólver y una cuchilla apuntándoles. Si era de verdad el revólver, nunca lo sabrían. El miedo, la sensación de no poder hacer nada, la impotencia. Y ahora, la sensación de fragilidad. Sabes que le pasa a mucha gente en el mundo. Hay muchos lugares donde se vive a la defensiva. Tendrás que aprender a convivir con estas sensaciones nuevas. Nuevas es un modo de decir. Esperaste durante años que entraran a tu casa y los mataran a todos. Eran otras circunstancias. Otros los bandidos. Aquellos, bandidos en el poder. Éstos, meros asaltantes. No los mataron. No te mataron. Pero algo cambió desde ese día. Sabes que algo está ordenándose en tí, algo busca su lugar, algo está acomodándose y tendrás que esperar.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
El mundo interior
Difícilmente el mundo interior se deja traducir en palabras. Sus certezas, frecuentemente, nos llegan de modos inequívocos, de los modos como el silencio habla. Distinguir la palabra interna o externa, eterna, de las nociones aproximadas que a veces las desdibujan, es tarea de artista, de poeta, de quien anda en esa línea difusa que separa lo que es de lo que parece ser.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Como piedras en el río
La vida actúa de varias formas en la vida de cada uno.
A veces de modos directos y contudentes, otras, de maneras sutiles y variadas.
Sea de unas o de otras maneras, como piedras en el lecho del río, vamos girando y puliéndonos, andando en el río de la vida.
A veces de modos directos y contudentes, otras, de maneras sutiles y variadas.
Sea de unas o de otras maneras, como piedras en el lecho del río, vamos girando y puliéndonos, andando en el río de la vida.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Recuerdos
Aún recordarías, no sabes por cuánto tiempo, la imagen del bandido apuntándoles las armas a tí y a tu mujer. Ella gritando y tú bajando, en la mañana, para ver el rostro encapuchado del intruso en la sala exigiéndoles silencio. Los minutos interminables amarrados en el suelo, esperando lo peor. Sabes que un día ha de pasar, no sabes cuándo, pero pasará. Ahora el frío de la mañana te trae a un día ya tan lejano, se te figura. En un lugar tan lejano, tu nativa Mendoza, y no João Pessoa, adonde en breve volverás. Oyes los pasos de tu padre andando por la casa. Recuerdas los días nevados de hace poco tiempo atrás. Todo va corriendo. En breve correrás también atrás de ella, de tu amada, como el tiempo corre hacia el origen. Y no habrá otro recuerdo que el del sol brillando en sus ojos, en su sonrisa. Y volverás a disfrutar del simple hecho de estar vivo, como siempre lo hiciste. Volverás a la beira mar a encantarte con el mar y con el sol que nace, como siempre lo hicieras, con la gente que pasa, como tú, bajo el sol, en medio de la brisa, con el cielo arriba a cubrirlos y el canto de los pájaros.
domingo, 18 de julho de 2010
O lugar
O ser humano é algo muito sutil, muito delicado, tênue, minucioso. Uma pequena mudança nesta realidade complexa, acarreta inúmeras outras mudanças na constelação toda. Nem sempre somos conscientes deste intrincado mosaico que cada um de nós é, mas a alma que segue atrás da conquista de si mesma, não cede aos superficialismos. Ela segue, incansável, ä procura do seu ser mais íntimo, essa inexpugnável cidadela onde reside seu Deus interior. O acesso a esse reduto onde habita o Altíssimo, a Divina Mãe, Jesus, a Luz Interior, está rodeado de labirintos que sem cessar segues desvendando, como uma criança a decodificar constantemente o caminho para habitar naquele lugar do qual nunca poderás ser despejado. É o lugar onde és tu mesmo, Oh Ser.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Neva em Mendoza
Hoje a cidade amanheceu coberta de neve, como fazia anos que não acontecia. As ärvores com os galhos cobertos de neve, algum pássaro lá encima a desafiar o frio intenso, e tu, como uma criança surpreendida, a descobrir cristais de neve no chão.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Voltar, vencer
Na sexta-feira passada, passei por uma experiência que sinto necessidade de partilhar. Não desde o ponto de vista de uma vítima, embora eu e a minha esposa tenhamos ficado sob ameaça de arma de fogo e de faca, amarados, reféns na nossa própria casa, mas desde o ponto de vista humano, ou, melhor, desde um ponto de vista humano. Tenho pensado muitas vezes, desde então, o que é que os ladrões levaram de mais valioso desta vez.
Tenho voltado a ter as sensações que me acompanharam durante anos, de medo, paranoia, desconfiança, insegurança. Depois de muitos anos de árduo trabalho, tinha começado a viver em paz, a confiar outra vez nas pessoas, a acordar de manhã e passar o dia numa calma benfazeja que me fazia apreciar a vida no que tem de mais belo. Isto virava poemas que partilhava com amigos e amigas, com colegas da terapia comunitária e do grupo de Igreja de que participo.
Sei que isto voltará, não sei quando, mas posso dizer, a todos e a todas que me lêem, que sei que hei de voltar novamente, como voltei da primeira vez, como continuarei voltando, porque é destino humano se ter de volta cada vez que nos perdemos. Ninguém volta sozinho, isto sabemos, e sinto ao meu lado a presença de tantos seres amados, de luta e de força, incansáveis parteiros e parteiras da esperança e do amor. Sei que hei de vencer, porque o amor vence sempre e nada há superior ou maior do que o Amor.
Tenho voltado a ter as sensações que me acompanharam durante anos, de medo, paranoia, desconfiança, insegurança. Depois de muitos anos de árduo trabalho, tinha começado a viver em paz, a confiar outra vez nas pessoas, a acordar de manhã e passar o dia numa calma benfazeja que me fazia apreciar a vida no que tem de mais belo. Isto virava poemas que partilhava com amigos e amigas, com colegas da terapia comunitária e do grupo de Igreja de que participo.
Sei que isto voltará, não sei quando, mas posso dizer, a todos e a todas que me lêem, que sei que hei de voltar novamente, como voltei da primeira vez, como continuarei voltando, porque é destino humano se ter de volta cada vez que nos perdemos. Ninguém volta sozinho, isto sabemos, e sinto ao meu lado a presença de tantos seres amados, de luta e de força, incansáveis parteiros e parteiras da esperança e do amor. Sei que hei de vencer, porque o amor vence sempre e nada há superior ou maior do que o Amor.
Assinar:
Postagens (Atom)