Da mesma maneira como a nossa percepção da realidade muda em
função de diversos fatores tais como (1) a nossa capacidade para mantermos a
atenção em foco, centralizada, integrada com o conjunto dos valores e objetivos
que dão direção, unidade e coesão a nossa vida, (2) as pressões externas no
sentido de bloquear o diálogo e a circulação da informação, o conhecimento e a
reflexão, a pluralidade de visões de mundo, e (3) as tentativas de uniformizar
e controlar as condutas mediante o medo e a desinformação, a ofensa aos valores
comuns que sustentam os Direitos Humanos ao redor do mundo, do mesmo modo, a
nossa insistência em manter espaços de partilha e reesperança, ganha força
cada vez que as forças desumanizadoras parecem ter nos acuado de forma irreversível.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
terça-feira, 18 de fevereiro de 2020
Una hoja delante mío
Una hoja delante mío es la posibilidad de volver a ocupar mi
lugar.
Un lugar en medio de las demás personas, en mi familia, en mi
círculo de amistades.
Es un lugar pequeño, exactamente de mi tamaño.
Cuando era niño era así, y ahora que veo el tiempo correr,
Toda mi historia está frente a mis ojos
Recupero una sensación de confianza, tranquilidad y paz.
Vengo cada vez más a mi propio mundo, mi propio lugar.
Le muerte repagina la vida, establece un compás de espera,
Se aprietan los lazos, se estrechan los vínculos.
El sol brilla adentro y afuera.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
Recordando a Francisco Romero de Oliveira Ferreira
“Sólo una cosa no hay,
es el olvido.
Dios, que salva el
metal, salva la escoria,
Y cifra en su
profética memoria las lunas que serán y las que han sido.”
(Jorge Luis Borges)
Recordaré tu modo de alegrarnos con tus actitudes simples y
serviciales, tu buen humor y tu derechura en las palabras.
Guardaré el recuerdo de tu presencia en mis caminos, ya que
me reconociste en este mi oficio de escritor.
Los colores que registro en la hora de tu partida son los
del atardecer, cuando el sol y el lila y amarillo y anaranjado nos
dan sentimento de eternidad.
Juego a juntar palabras
Juego a juntar palabras que juntan experiencias, vivencias,
momentos, sentimientos, paisajes, deseos, reflexiones, perpejidades.
Todo lo que es el vivir
Y jugando este juego de juntar me junto.
Las palabras me juntan y yo me junto en ellas con ellas y
para ellas.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
¿Puede ser la vida?
¿Puede ser la vida?
¿Puedo ser feliz?
En un contexto de nazismo, es imprescindible responder afirmativamente a la primer pregunta. Un sí afirmativo y positivo, total e irrevocable.
En un contexto de nazismo, es imprescindible responder afirmativamente a la primer pregunta. Un sí afirmativo y positivo, total e irrevocable.
La segunda pregunta puede y debe ser respondida desde una
posición total de aceptación de sí.
Solamente el contacto íntimo e irrestricto con nuestra
originalidad e individualidad, con nuestro caráceter de seres úncos e
irrepetibles, puede darnos la noción cabal del derecho a la felicidad. Yo no
necesito adaptarme a padrones ajenos de manera acrítica ni automática.
Eventualmente
tengo que hacer concesiones, pero no en lo fundamental ni en lo esencial. En
los días de hoy parece haber una especie de dilución de las barreras éticas y
morales. Todo está “naturalizado.” Todo es posible y permitido. Pero esto no es
humano.
No hay humanidad en esa indefinición. Los límites de lo posible,
deseable y aceptable, son rigurosos e imprescindibles. Fuera de esas
delimitaciones, repito, no existe humanidad. Hoy tratan de convencernos de que
lo anormal es normal y deseable.
La pobreza, la violencia, la exclusión, la
impunidad para los crímenes cometidos por elementos de las clases
privilegiadas, nada de esto debe ser permitido. El lenguaje refleja esta
operación perversa en que lo bueno y lo deseable se confunden con lo bajo y
repudiable.
Hay que prestar atención a lo que se dice, a lo que se piensa, a lo
que se hace. Toda acción (y también la omisión) tiene consecuencias. Desde los
medios de deformación, manipulación y dominación se ejerce la tarea de cambiar
las cosas por su contrario. Lo inaceptable se convierte en normal.
Aún quienes se creen contrarios a este estado de
cosas, frecuentemente repiten las trampas linguísticas con que tratan de confundirnos.
Yo no necesito aceptar la forma como el enemigo me califica y rotula.
Puedo y
debo decidir por mí mismo cuál es mi identidad, mi eje, mis referencias
valorativas. Una actitud indagativa constante y permanente es conveniente para
reponer con claridad mi presencia y acción en el mundo.
Muchas veces me hago
estas y otras preguntas: ¿Dónde estoy? ¿Quién soy? ¿Qué hago? ¿Por qué? ¿Qué
sentido tiene mi vida? ¿Me oriento por mis propios
sentidos o por sentidos ajenos? ¿Sé lo que digo? ¿Conozco las palabras que uso,
o digo cualquier cosa? ¿Tengo tiempo para mí o sólo atiendo a los demás?
Si el
amor es el sentido mayor y eje organizador, ¿mi vida sigue esa ordenación? ¿Sé
que fui y soy amado? ¿Confío y me pauto por la certeza en el triunfo final del
bien? Espacios y momentos de placer y felicidad, ¿me los permito? Nada
está dado por completo. En toda situación, podemos crear. El arte de vivir depende
de eso.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
A causa humana
A vida dá muitas voltas, e de tanto dar voltas, volta e meia
voltamos ao mesmo lugar. O nazismo deixa as páginas dos livros de história e
retorna à cena cotidiana.
Não posso negar que esta volta do mais baixo da
humanidade, a própria desumanidade, me atinge duramente.
A vida é tão valiosa!
Tanto trabalho que dá uma pessoa vir a se tornar gente! Anos de cuidados,
esforços próprios e da família, gente em volta ajudando, colaborando, até que
encontramos um lugar no mundo.
E de repente, aparentemente do nada, surge outra
vez a besta. De novo os ataques aos direitos humanos, sociais e laborais. Outra
vez a desqualificação da vida humana pela mão dos regimes equivocadamente
denominados de “neoliberais” (nada têm de novos nem de liberais).
A direita não
se endireita. A começar pelo próprio nome: nada têm de direito surrupiar as
aposentadorias, agredir as mulheres e a comunidade LGBT, praticar o racismo e a
agressão aos mais pobres.
Ninguém deve se omitir quando a causa é a humanidade.
Não se trata de questões ideológicas nem partidárias, tampouco religiosas. É
uma questão humana, a defesa e cuidado do humano. Cultivar a arte que nos
expande, nos unifica com o todo, nos abre para a experiência da diferença à
nossa volta.
Buscar a beleza que nos enamora da criação, nos tornando sensíveis
à existência das demais pessoas. Permanecer unificados com a nossa história de
vida, nossos valores, nossa identidade, consciência e projetos. Desfazer o
isolamento fictício e aberrante da indústria da domesticação, que fabrica ilhas
incomunicáveis.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
Insistência humanizadora
A sombra do nazismo sobre o país
A indústria da desumanização em andamento
Não vou desistir e a minha maneira de resistir é insistir no
trabalho cotidiano por me tornar cada vez mais eu mesmo, não me deixar apagar
pela onda de desvanecimento da pessoa que nos envolve.
Olho para mim e vejo a soma dos atos que me constitui, a
reunião de esforços acumulados ao longo dos anos, que deu como resultado esta
unidade que sou. Eu não sou uma pessoa genérica, mas sim uma pessoa singular,
particular.
Não existem pessoas genéricas, não há algo como uma
humanidade genérica. As pessoas são concretas, ou podem vir a ser desde que arregacem
as mangas e se disponham a esta tarefa. Não existe uma humanidade em geral, mas
humanidade específica e concreta.
Querem varrer a história e a filosofia, a educação e a
sociologia, a pedagogia da libertação e a arte. Tudo que nos faz humanos é tão
precioso como a própria vida. A vida é a arte. A arte suprema é o sobreviver às
pressões desumanizadoras.
Tratam de apagar os nossos contornos, desde a TV e desde as
redes sociais, desde o poder e desde as empresas e igrejas domesticadoras. Eu
não sou isso, eu vou morrer como sou, vou morrer a pessoa que sou, não a que
querem que eu seja. Assim, decido viver a pessoa que sou.
Ontem na sala de espera da dentista, a TV propagando a sua
mensagem de morte e medo. Família chacinada encontrada na mala de um carro. Criança
envenenada numa escola. Tive que pedir para a atendente tirar essa pregação de
cima de mim.
É tão natural nos deixarmos morrer. O que foi que fizemos de
nós mesmos/as? Aonde foi parar a nossa humanidade? O que é que ficou do ser que
somos, ou que poderíamos ser? Eu não vou desistir. Vou insistir sempre com o
mesmo: o ser não têm preço, não se vende.
Sobrevivi até agora, e vou prosseguir. E a minha
sobrevivência está assentada em tarefas pessoais e comunitárias. Construção e
fortalecimento de vínculos pessoais saudáveis. Reforço e recuperação da
auto-estima. Fortalecimento do sentido da vida pela arte.
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